E.
Quero tanto te contar... dos banhos, do ipê roxo que vi enquadrado na janela, da procura das conchas, da última poesia que li e não chorei, dos meus chororôs sem sentido, de como o orégano da horta parece praga. Quero te perguntar a receita daquela carne de panela da sua avó e do chá do Arthur (porque perdi o papel). Quero tomar vinho, porque cerveja é celebração! É que há um bocado de melancolia em mim. Hoje fui inédita, ou a percepção foi refinada.
Me carreguei no útero, rosnei para o intruso, senti a ameaça. Tenho direito ao instinto?
Hoje é um dia triste. Só isso!
Um beijo!
g.
(minúsculo)
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Pocrastinação
Ai guria, entendo a pressa.
Entendo também a fuga e falo por mim .
São vários os compromissos assumidos, os combinados combinados, e a tal da procrastinação sempre sendo conjugada. Eu procrastino, tu procrastinas... Um monte de coisa pra fazer mas é só um telefonema eu atender que vou correndo ao encontro de interlocutores como você.
O calor se transforma em vento e cerveja. E isso já é um alento.
Agora vou lá, ler o que ainda não li, ver o que ainda não vi. Os prazos se aproximam. Tic -Tac.
E.
Entendo também a fuga e falo por mim .
São vários os compromissos assumidos, os combinados combinados, e a tal da procrastinação sempre sendo conjugada. Eu procrastino, tu procrastinas... Um monte de coisa pra fazer mas é só um telefonema eu atender que vou correndo ao encontro de interlocutores como você.
O calor se transforma em vento e cerveja. E isso já é um alento.
Agora vou lá, ler o que ainda não li, ver o que ainda não vi. Os prazos se aproximam. Tic -Tac.
E.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Queridona
Estou insone. Acabei de postar algo no blog.
Espero resposta. Mas isso não é uma cobrança.
Esta é a sua semana de postar uma frase e uma imagem lá embaixo. Mas isso não é uma cobrança.
Esterei eu b~ebada?
A garrafa secou, bebi R$ 6,99 de vinho argentino.
O preço de uma noite tranquila. Que baratinho.
e.
Espero resposta. Mas isso não é uma cobrança.
Esta é a sua semana de postar uma frase e uma imagem lá embaixo. Mas isso não é uma cobrança.
Esterei eu b~ebada?
A garrafa secou, bebi R$ 6,99 de vinho argentino.
O preço de uma noite tranquila. Que baratinho.
e.
"Abrir -se à dúvida radical - à possibilidade de que estejamos seriamente enganados sobre nós mesmos e sobre as crenças, paixões e valores que nos governam - é abrir -se à oportunidade de rever e avançar. É ousar saber quem se é para poder repensar a vida e tornar-se quem se pode ser. "
Eduado Gianetti
Eduado Gianetti
Feriados
G.
Sexta estava solitária, desejando outros encontros e tive que me contentar com minha presença .
Estava temerosa. Não sabia se nos suportaríamos.
Sábado, sem computador e dvd, fugi de casa e me encontrei com amigos pela cidade. Bebi despreocupada até de madrugada. Voltei à casa com ar sóbrio e eu ainda me incomodava.
Chegou domingo e segunda e nestes dias fiquei a ler, a ver e a mover (copiando assima na cara dura o título da exposição do Arnaldo). Li, vi e me movi. No espaço-tempo em que me encontrava protagonizei a movimentação entre o consciente e a subjetividade latente. Existi e prestei atenção à ação. No tempo que me restava eu li as mais variadas histórias, eu vi as mais diversas imagens. Eu dormi, acordei, comi e me olhei de perto.
O vinho de 6,99 me acompanha agora (Rio Seco, Cabernet Sauvignon, Argentina - Mendoza- "Quebra galho, como você bem o sabe"), fumo aquele baseadinho e pasme, a minha presença se torna agradável para mim mesma.
O Final de semana foi de silêncios e é impressionante como nos tornamos tão íntimas, eu de mim mesma. O tempo necessário para grandes descobertas às vezes é ridiculamente pequeno.
A semana mais curta chega com seus dois pés nas costas e o desejo é que ela seja especialmente rica.
Que as descobertas nunca cessem é o meu desejo que se estende também a você. E falando nisso, quais foram as suas neste final de semana?
Um beijo.
E.
Sexta estava solitária, desejando outros encontros e tive que me contentar com minha presença .
Estava temerosa. Não sabia se nos suportaríamos.
Sábado, sem computador e dvd, fugi de casa e me encontrei com amigos pela cidade. Bebi despreocupada até de madrugada. Voltei à casa com ar sóbrio e eu ainda me incomodava.
Chegou domingo e segunda e nestes dias fiquei a ler, a ver e a mover (copiando assima na cara dura o título da exposição do Arnaldo). Li, vi e me movi. No espaço-tempo em que me encontrava protagonizei a movimentação entre o consciente e a subjetividade latente. Existi e prestei atenção à ação. No tempo que me restava eu li as mais variadas histórias, eu vi as mais diversas imagens. Eu dormi, acordei, comi e me olhei de perto.
O vinho de 6,99 me acompanha agora (Rio Seco, Cabernet Sauvignon, Argentina - Mendoza- "Quebra galho, como você bem o sabe"), fumo aquele baseadinho e pasme, a minha presença se torna agradável para mim mesma.
O Final de semana foi de silêncios e é impressionante como nos tornamos tão íntimas, eu de mim mesma. O tempo necessário para grandes descobertas às vezes é ridiculamente pequeno.
A semana mais curta chega com seus dois pés nas costas e o desejo é que ela seja especialmente rica.
Que as descobertas nunca cessem é o meu desejo que se estende também a você. E falando nisso, quais foram as suas neste final de semana?
Um beijo.
E.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Querida
A sede é nossa, graças a deus.
Hoje você falava "disso" que nos unia. Eu acho que é sede. De tudo.
Uma sede voraz por toda água que há no mundo.
...
Eu durmo dando passos. Tipo andando, saca? Em movimento.
Ainda tenho adormecido em braços alheios. Confesso que é que difícil imaginar como serão as próximas noites. Talvez abrace o travesseiro ou compre um cobertor térmico.
...
Quando eu tomo banho o que eu lavo primeiro é a cabeça. Meio óbvio pra mim que a limpeza seja feita de cima pra baixo, mas pelo que andei percebendo é mesmo tudo muito relativo: tem gente que me jura que lava primeiro a mão! Você lava as mãos para tomar banho? e o pescoço, você esfrega direitinho?
...
Pensava hoje sobre como somos terrivelmente indissociáveis de nós mesmos. E que 'ser" cansa e às vezes também cansa pensar. A Hilda tem um livro chamado "tu não te moves de ti", eu não li, mas entendi.
" Prá onde vão os trens, meu pai?
Para Mahal Tami, Cam rí, espaços no mapa, e depois o pai ria:
também prá lugar algum meu filho, tu podes ir e ainda que se
mova o trem tu não te moves de ti.
...
E sabe o que eu acho mais bacana? é te ouvir na escrita. É perceber nas entrelinhas, na escolha de textos e imagens mais um pouco da sua subjetividade. É bom ouvir você falando enquanto leio suas palavras.
Bom dividir meu universo com o seu.
...
Um beijo,
E.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
E.
E na ânsia da resposta eu escrevo, escrevo porque sou um pouco mulher vivida e um tanto menina, aquela que morre de medo e que se priva da traição. Aquela que dorme com almofada abraçada. Vc dorme como? Como vc dorme? Eu durmo cheia de mim, e cheios os sacos são de mim.
Vontade eu tenho de me jogar no mar e do mergulho, talvez porque o feriado pulsa e a fuga é inevitável. Mas... será? Da nostalgia...
Que pérolas são essas as minhas? Que me atapalham o ser!
Bjos, em breve conversamos. Porque é muito tarde agora JÁ.
G.
E na ânsia da resposta eu escrevo, escrevo porque sou um pouco mulher vivida e um tanto menina, aquela que morre de medo e que se priva da traição. Aquela que dorme com almofada abraçada. Vc dorme como? Como vc dorme? Eu durmo cheia de mim, e cheios os sacos são de mim.
Vontade eu tenho de me jogar no mar e do mergulho, talvez porque o feriado pulsa e a fuga é inevitável. Mas... será? Da nostalgia...
Que pérolas são essas as minhas? Que me atapalham o ser!
Bjos, em breve conversamos. Porque é muito tarde agora JÁ.
G.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
E.
Te escrevo pra dizer que choro a delicadeza findável da existência física e celebro o sofrimento da negação, escutando uma música que DIZ...
"eu vou fantasiado de tapete, de coqueiro, de espelho e cacetete, jogador de futebol e de palácio do catete, caixa d' água, humor negro e molinete. Eu vou de carretel mas vou sem linha, vou sem nada assim mesmo desse jeito..."
Beijo
G.
Te escrevo pra dizer que choro a delicadeza findável da existência física e celebro o sofrimento da negação, escutando uma música que DIZ...
"eu vou fantasiado de tapete, de coqueiro, de espelho e cacetete, jogador de futebol e de palácio do catete, caixa d' água, humor negro e molinete. Eu vou de carretel mas vou sem linha, vou sem nada assim mesmo desse jeito..."
Beijo
G.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Il Faut commencer!
SIM E NÃO
Eu sou sim, eu sou não.
Aguardo com paciência a harmonia dos contrários.
Serei um eu, o que significa também vós.
Clarice Lispector
A Descoberta do Mundo, pg 279.
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mulheres em 1938. Algumas décadas e?
DON´T DRINK TOO MUCH, as a man expects you to keep your dignity all evening. Drinking may make some girls seem clever, but most get silly...